O “Março Mulher” para as zungueiras, não será igual ao “ Abril Mulher” e nem nos próximos meses.

Carlos Lopes

Recordando aquilo que foi dito em Outubro de 2012, pelo Governador da Província de Luanda, Bento Sebastião Francisco Bento, que a proibição da venda ambulante em Luanda seria uma das medidas consideradas urgentes e relembrando, o que milhares de zungueiras ouviram “encantadas” no dia 14 de Março de 2014, no encontro que decorreu sob o lema “organizemos e defendamos com segurança, o nosso pequeno negócio”, promovido pelo mesmo, no Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva, que o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, orientou a elaboração de um “rigoroso” inquérito visando constatar e punir efetivos da fiscalização e da Polícia Nacional em Luanda”, que enveredassem por práticas impróprias contra vendedores dos mercados formais e informais.

Vem agora, o Presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL), o General José Tavares Ferreira, dizer que “até a próxima terça-feira (08/04), não quero ver nenhuma zungueira na rua”.

Perante estas tomadas de posições públicas, continuamos a ver as nossas mamãs zungueiras nas ruas em Luanda, só que, quando elas circulam nas artérias da capital, a venderem para alimentar as suas famílias, porque não têm emprego nem outra forma de sobrevivência, não sabem se o fiscal que lhes aparece, vai cumprir a ordem do Governador, que foi emanado do Presidente da República, ou a do Presidente da Comissão Administrativa de Luanda.

Mas, os que as nossas zungueiras têm a certeza, é que a suas vidas não vão ser fáceis perante as contradições superiormente emanadas e que os ficais, vão continuar a agir de acordo com seu livre arbítrio e impunes nos seus atos, contra elas e os bens que possuem.

Esta é a má  imagem que o Executivo Angolano dá ao Povo, de que não sabe e não quer, satisfazer as suas necessidades básicas, melhorar as suas condições de vida e por consequência o Direito a Indignação pacificamente considerado, é permanente para a maioria dos angolanos que vivem na pobreza.

http://www.youtube.com/watch?v=4oq8yyhbMfw

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A “golpada” no imobiliário de Luanda à custa da manutenção dos prédios na capital

Carlos Lopes

Nunca se falou tanto em manutenção dos milhares de prédios em Luanda, como agora, em que a maioria foram construídos á mais de 40 anos e apresentam os esgotos rebentados, tubagens partidas, caixas de elevadores inoperantes e com lixo, fissuras profundas na estrutura etc.

Mas tudo teve um princípio.

Com a saída dos antigos proprietários, por altura da independência de Angola, aplicou-se até hoje o artigo1.º, nº1, da Lei nº 43/76, de 19 de Junho, que determinou a reversão em benefício do Estado, sem direito a qualquer indemnização, de todos os prédios de habitação, ou partes destes, pertencentes a cidadãos, nacionais ou estrangeiros, que, sem qualquer justificação, se tenham ausentado do país por mais de quarenta e cinco dias. A alínea a) do artigo 4.º da Lei nº 3/76, de 3 de Março, que estabelece a possibilidade de nacionalização de todos os bens e não apenas de prédios de habitação ou de partes destes, em caso de ausência injustificada dos seus proprietários do território nacional por um período superior a quarenta e cinco dias.

Também até a presente data, continua a saga de confiscos de imóveis que são publicados no Diário da República de Angola e a favor do Estado Angolano.

Considerando, a possibilidade que se deu aos cidadãos angolanos de serem arrendatários e de adquirirem os citados imóveis, registando-os nas Repartições de Finanças e pagando o respetivo imposto predial e sisa, muitos deles, nem sequer foram registados na respetiva conservatória predial a favor do novos proprietários, certo é, que se pode aferir, qua grande parte desses imóveis são de propriedade do Estado Angolano, que nem tem a noção exata da quantidade dos mesmos.

Eis que, o GPL tem-se interessado nos últimos tempos pela exigência de manutenção desses edifícios alegando até, que é uma transgressão administrativa, permitindo-se a possibilidade de poder haver despejos coercivos de arrendatários e proprietários, que não cuidem dos seus prédios.

O recurso a via judicial de ambas as partes, para fazer valer os seus Direitos e Obrigações, será o passo seguinte, pelo que, não será de admirar, que venha a ocorrer situações duvidosas no centro da cidade de Luanda, um espaço apetecível para grandes «negociatas no ramo do imobiliário», tornando-se numa golpada, que irá colocar famílias e cidadãos estabelecidos a décadas no centro da capital angolana, á léguas da mesma.

A possibilidade de um pequeno grupo de especuladores ligados ao mundo do imobiliário e financeiro em Luanda, vir a ganhar «biliões» com esta investida sobre os edifícios no centro da capital, sob a capa da falta da manutenção dos mesmos, pode trazer «água no bico» de muita «ave de rapina» a espreita para ficar com o grosso dos negócios que surgirão, com a construção de novos edifícios, porque a recuperação dos antigos é de tal maneira onerosa, qua mais vale é «mandar abaixo» e construir novos prédios, altos e vistosos, mas inacessíveis pelo preço aos antigos moradores, que terão que ir para outros sítios morar e viver.

Desta forma, a nossa Luanda ficará nas mãos de alguns, quando a maioria passará a viver nos arredores, sendo-lhes permitido visitar a capital de todos nós, que terá um ar renovado, mas que sempre escondeu velhos problemas, que o Executivo Angolano como principal responsável pela manutenção da maioria dos prédios em Luanda, nunca o fez e agora, com que moral, vem exigir num espaço curto de tempo aos moradores, tal empreitada ruinosa para os mesmos, que a maioria dificilmente tem capacidade financeira para o fazer e acabará por ter que abandonar os seus lares.

Vamos ver, o que irá acontecer em Luanda nos próximos tempos, no que diz respeito ao cumprimento ou não, da exigência da manutenção dos seus edifícios, por parte dos proprietário e moradores, tendo a cabeça o próprio Estado.

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A Educação e o Ensino Superior em Angola

Carlos Lopes

No passado dia 19 do corrente mês tive a oportunidade de assistir ao II Seminário de Economia e Gestão sobre o Ensino Universitário em Angola, que foi realizado em Lisboa e por iniciativa da SOCIUS-ISEG/CISE-FECUAN.

Antes do mesmo ser encerrado pelo Prof. Dr. João Duque e no período do debate, apresentei-me como Secretário Nacional para as Relações Internacionais, Empreendedorismo e Novas Tecnologias do Bloco Democrático, tendo referido três pontos:

1 – Em Angola o OGE 2014pode ser considerado expansionista, considerando que a despesa pública aumenta 19,3%, em que a população continua a crescer a uma taxa anual superior a 3%, com o consequente aumento da população em idade

Escolar. Contudo, reduziu-se o valor da dotação orçamental para o Ensino Primário em 33,3%  e a dotação para o Ensino Secundário em 2,3% em relação a 2013, sendo que, para o Ensino Superior, as verbas cresceram 20,9%. Acrescentei que a despesa com Educação no atual OGE baixou para 6,2% do total, contra 8,8% em 2013 e 8,4% em 2012.

2 – Salientei que perante estes dados, entende o BD, que a política do Executivo para a Educação em Geral e para o Ensino Universitário em particular, não valoriza os professores e muito menos os alunos, pondo em causa, quer no presente, quer no futuro, o Desenvolvimento do Homem Angolano, elemento fundamental para que o país atinja as metas a que se propõe, para o combate as assimetrias existentes no país ( e que no Seminário foram muito bem identificadas pelo Prof. Dr. Fausto Simões, Decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto de Luanda ) e o Desenvolvimento sustentável do país, através da qualificação dos nossos quadros.

3 – Concluí, que o BD entende que se está a cortar demasiado nas verbas orçamentais ,  no ensino primário e secundário, onde há um maior número de alunos e onde se devia estar apostar, naquilo que é a base da Educação dos Angolanos, sem obviamente perder de vista o Ensino Superior, onde se nota desde já, a falta de qualificações nos licenciados que procuram o primeiro emprego, num mercado de trabalho cada vez mais exigente.

Na altura, alguém questionou sobre se o os Diplomas das Universidades Angolanas, nomeadamente de pós-graduação em mestrados e doutoramentos, tinham validade fora do país, mesmo aqueles que tiveram um acompanhamento de docentes e Universidades e Institutos Universitários Estrangeiros, com protocolos em vigor e muitos outros que ainda vão surgir. A resposta foi simples, de acordo com a legislação angolana os diplomas em causa são válidos em Angola, mesmo aqueles que incluam a menção de docentes externos ao abrigo de determinado protocolo de colaboração, até porque essas entidades estrangeiras do Ensino Superior estão credenciadas nos seus Países ou ao abrigo de credenciamentos de Instituições Internacionais, com quem colaboram e sujeitas periodicamente a fiscalizações rigorosas para manterem essas credenciais prestigiantes a todos os níveis e que não é extensível aos cursos realizados em Angola.

Pelo que, o conhecimento técnico e científico é dado ao aluno, ao abrigo dos tais protocolos (que custam uns largos milhões ao erário público, digo eu), mas que o diplomado só usa esse certificado no país.

Na minha opinião, se um bolseiro for formado no exterior, tem a mais valia de ficar com um Diploma certificado nesse país e outros, conforme a certificação internacional que essa Universidade tiver, e também em Angola. Será que este custo financeiro de formação, de licenciados ou de pós-graduação, é superior aos custos dos protocolos firmados com as Universidades em que a formação decorra no país, mas com a limitação de não ser válido fora de Angola?… fica a questão no ar, para quem decide na matéria, sabendo-se também, que casos há, que um determinado curso feito no exterior tem uma carga horária menor daquele que é feito numa Universidade Angolana e razões haverá para justificar tal situação.

O que se sabe, é que as Universidades estão a proliferar pelo país e já vamos na Oitava Região Académica que vai nascer nas Províncias do Cuando-Cubango e Cunene, com o aparecimento da Universidade dos Heróis da Batalha do Cuito Cuanavale. Mas, constata-se a baixa qualidade dos Professores que lecionam nas novas Universidades e que não têm grandes qualificações, alguns acabam as licenciaturas e «passam a professores universitários» num ápice.  

Tudo isto ocorre, com o lema do Executivo Angolano “POR UM ENSINO SUPERIOR RUMO À EXCELÊNCIA” para o ano académico 2014.

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A Justiça e os Direitos Humanos em Angola

Carlos Lopes

O Ano Judicial 2014, foi hoje formalmente aberto com o discurso do Presidente da República, que realçou que o atual sistema judicial regulado pela Lei nº 18/88 de 31 de Dezembro conhecida pela Lei do Sistema Unificado da Justiça, está “desfasada da realidade atual e não permite a realização satisfatória da administração da justiça”, fim de citação.

Ao fim de tantos anos, eis que, o Presidente da República constata o “desfasamento” da Lei em vigor e por isso a administração da justiça não é “satisfatória”, mas o que irá fazer para melhorar a Justiça em Angola?

A título de exemplo, temos um comunicado da Procuradoria-Geral da República de Angola a informar que o Processo de inquérito ao assassínio dos cidadãos Kamulingue e Cassule e dos presumíveis autores, presos e dois soltos, foi remetido para o Tribunal Provincial de Luanda e aguarda-se os seus transmites legais. Assim, verifica-se que não fosse a pressão da Sociedade Civil, dos Partidos da Oposição e da denúncia permanente nas redes sociais, durante mais de um ano, este inquérito nunca seria feito e concluído, porque em Angola, está por resolver a impunidade de malfeitores, «peixe-graúdo», corrupção, crimes de colarinho branco e a violação sistemática dos Direitos Humanos no país.

O discurso do Presidente da República ficou aquém das expetativas da maioria dos cidadãos angolanos, que anseiam viver num país com justiça social, isenta, célere e que defenda os direitos fundamentais dos angolanos outorgados na Constituição de 2010, permitindo-se viver num Estado de Direito e num Regime Democrático.

Não basta termos um Presidente da República a nomear apenas Juízes. Os Angolanos exigem um Presidente que cumpra e faça cumprir a Constituição e demais legislação para o efeito, baixando as instruções inerentes aos seus auxiliares no Conselho de Ministros, de forma que o Angolano seja respeitado na sua terra, tenha o direito a satisfação das suas necessidades básicas, como a saúde, educação, habitação, emprego e formação profissional, apoios ao empreendedorismo válidos e não demagógicos, ao desenvolvimento sustentável do país, em que administração da justiça é um pilar da sociedade civil.

Em matéria de Justiça e dos Direitos Humanos em Angola, estamos mal, mas mesmo muito mal.

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Savimbi morreu em combate a doze anos

Carlos Lopes

Lucusse na Província do Moxico, viu tombar um angolano
nacionalista e Líder da UNITA, morto em combate a 22 de Fevereiro de 2002.

Jonas Malheiro Savimbi, odiado pelos seus adversários
políticos e amado por muitos Angolanos, viveu e morreu em prol da Liberdade e
da Democracia, tendo sido o percussor do multipartidarismo em Angola.

Savimbi, fundador e primeiro Presidente da UNITA deixou um
legado aos militantes e dirigentes do seu partido em particular e aos Angolanos
em geral, de que vale a pena lutar com tenacidade e convicção por uma vida
digna e pela defesa dos direitos dos Angolanos.

O calar das armas, nestes últimos doze anos, deu a
oportunidade ao Titular do Poder Executivo Angolano, de tentar por em prática
os programas políticos do seu partido, consumado no Programa Nacional de
Desenvolvimento e água, energia, educação, habitação e emprego para todos, mas
que apenas é uma oportunidade perdida do Executivo que dirige.

A nossa população é muito jovem e muitos deles não conheceram
os malefícios da guerra e não entendem as justificações do Executivo Angolano,
quando se referem a «guerra e pós guerra» nos seus discursos para encobrir a
falta de «obra feita», ou aquela que é feita com defeito, devido a pressa das
inaugurações, mas insuficientes para cobrir as necessidades básicas da
população. Estes jovens, com idade de votar nas próximas eleições e que exigem
uma vida melhor que os seus Pais, no acesso a educação, a uma profissão e
emprego, a habitação e saúde.

Doze anos depois, os discursos de Savimbi são ouvidos em cd’s
e na net, por quem o conheceu em vida e por milhares de angolanos, que
consideram as suas palavras atuais com a precaridade das condições de vida da
maioria dos Angolanos.

A História recente de Angola, não pode esquecer o papel que
este Homem teve no país, que o viu nascer e morre prematuramente, nas mãos de quem
nos governa.

Continuaremos a dizer bem alto: Angola e os Angolanos,
sempre!

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O Presidente Angolano reuniu-se com a Comissão Económica do Conselho de Ministros no Namibe.

Carlos Lopes

O aeroporto Welwitschia Mirabillis foi hoje reinaugurado pelo Presidente da República, tendo dito que “o nosso desejo é atendermos as preocupações das autoridades da Província e dos cidadãos, em geral” e que “destaca, entre elas, a seca, portanto, a irregularidade das chuvas e a falta de água para a agricultura, o gado e o consumo humano”.

O Titular do Poder Executivo esteve reunido com os membros da Comissão Económica do Conselho de Ministros, que é o órgão técnico de apoio e assistência ao funcionamento do Conselho de Ministros, que no final emitiu um comunicado final.

O referido comunicado, entre outros assuntos, enunciava que a dita Comissão procedeu ao balanço da situação económica e social da Província do Namibe, tendo observado a evolução dos projetos que estão a ser implantados na Província, destacando-se o projeto agro-pecuário, as obras do porto comercial do Namibe e requalificação da zona ribeirinha, as obras de uma ponte e da estrada nacional nº 280, a edificação da zona económica especial e centro logístico da região sul, o programa de infra estruturas integradas na cidade e zona de expansão urbana, a construção do hospital sanatório, a distribuição de água e energia elétrica para os 4.000 fogos habitacionais construídas pela SONIP e a construção da central energética para a indústria.

A Comissão Económica também tomou conhecimento do plano de atividades e do orçamento do Fundo Soberano de Desenvolvimento de Angola para o ano de 2014.

Assim, quando se esperava que as preocupações do Presidente de Angola, fosse no sentido de enumerar as soluções para os problemas resultantes da seca, como a falta de água para a agricultura, o gado e o consumo humano, eis que, o comunicado final refere a distribuição de água e energia elétrica para os 4.000 fogos da SONIP e que se calhar, não é para alojar as milhares de famílias afetadas pela estiagem e com fome.

É caso para dizer, que a Comitiva Presidencial fez-se presente numa Província cheia de carências básicas da sua população, sem contudo agir em concreto e não apresentando soluções para uma continuada crise humanitária no sul de Angola.

Deseja-se uma boa viagem de regresso a Luanda, ao Titular do Poder Executivo, enquanto subsistem os problemas do Povo Angolano e ressalva-se a ausência de palavras de conforto e de condolências a família do seu camarada e nacionalista Agostinho Mendes de Carvalho, que faleceu hoje em Luanda, e enquanto esteve na cidade do Namibe.

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Eleições autárquicas em Angola até 2017…?! – Talvez sim talvez não.

Carlos Lopes

Vamos começar pelo “talvez não”, porque parece ser esse o desejo do Presidente do MPLA, quando na reunião do Bureau Político do seu Partido, e na parte final do discurso, referia a necessidade de Congressos até as próximas Eleições Gerais.

Por isso, sem fazer referência a possíveis eleições autárquicas, a preocupação de José Eduardo dos Santos é baixar orientações para que o MPLA trabalhe a estratégia política para voltar a ganhar as eleições gerais em 2017.

O MPLA e o seu Presidente querem primeiro fazer alterações constitucionais, antes de partirem para as eleições autárquicas. No entendimento político do partido maioritário não faz sentido, apresentar propostas de leis para regular as Autarquias em Angola, quando pretendem fazer alterações nessa matéria na Lei Fundamental em 2015.

Nesse sentido, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) através do seu Presidente Dr. André Silva Neto, tem feito declarações, de que estão preocupados em melhorar e corrigir as falhas registadas nas últimas Eleições Gerais, preparando desde já as próximas em 2017, sem se pronunciar sobre as previsíveis eleições autárquicas no país.

Entretanto, o MAT pelo seu Ministro Dr. Bornito de Sousa, vai dizendo que “a implementação das autarquias, no país, é um processo que merecerá ainda neste ano de 2014, a atenção dos parlamentares” – fim de citação.

Enquanto isso, a UNITA através dos últimos pronunciamentos do Presidente Samakuva, vai percebendo que “ não há vontade política da parte de quem dirige o país em preparar a legislação e fazer as eleições autárquicas em 2015. Se não as fizermos este ano ou em 2015, a minha questão é se as podemos fazer em 2016, um ano antes das eleições gerais. Estamos preocupados” e “estamos à espera, infelizmente a matéria não está a ser agendada para debate na Assembleia Nacional” – fim de citação.

Também a CASA-CE, através do seu Secretário Nacional para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais Dr. Francisco Viena,  refere que, “Nós não perdemos a esperança de que deve haver eleições autárquicas, até porque não é um favor que o MPLA terá de fazer ao povo angolano, é uma necessidade, é um imperativo constitucional. A CASA-CE vai continuar a bater-se até que sejam realizadas as eleições autárquicas”. – fim de citação.

Acreditando no “talvez sim“, a plataforma entre os Partidos Políticos da Oposição ( UNITA, CASA-CE, FNLA, PRS, BD e PDP-ANA) tem que avançar rapidamente, tendo como um dos objetivos coordenar ações, não só ao nível da Assembleia Nacional, que terá um sucesso quase nulo, mas com maior eficácia no plano nacional e com reflexos internacionais, para que o sistema político Democrático e de Estado de Direito em Angola seja credível, tem que passar necessariamente, pela implantação das autarquias em todo o país e em simultâneo.

O MPLA já percebeu, que com as eleições autárquicas, tem mais a perder do que a ganhar, mas esse é um problema partidário deles, que nada tem haver, com a boa governação e a satisfação das necessidades básicas das populações e a defesa dos Direitos Humanos em Angola; que os Partidos da Oposição Angolana já demonstraram estarem prontos a assumir o seu dever cívico de proteger o Povo Angolano, de um regime repressor, desde que fizeram a Declaração Conjunta em 10 de Dezembro de 2013.

Assim, o Gabinete Técnico criado pelos referidos Partidos da Oposição deve continuar a reunir-se assiduamente e preparar os dossiers para as Lideranças decidirem em prol do Povo Angolano, da Liberdade, da Cidadania e da Democracia num Estado de Direito, que não temos no país.

Desta forma é possível acreditar, que talvez venhamos a ter eleições autárquicas em Angola.

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A Província de Luanda gasta mais do que as Províncias de Cabinda, Zaire, Lunda-Norte e Lunda-Sul juntas.

Carlos Lopes

A Lei do Orçamento Geral do Estado para o exercício de 2014, apresenta uma curiosidade que demonstra uma assimetria de desenvolvimento regional em Angola, conforme os indicadores abaixo apresentados.

Verifica-se que somando o imposto arrecadado sobre a produção ( não sobre o rendimento das empresas exploradoras ) da Indústria Petrolífera e de Diamantes, é inferior ao que se gasta na Província de Luanda e que esta Província gasta mais ao erário público de que as quatros Províncias exploradoras de petróleo e diamantes juntas, Cabinda, Zaire, Lunda-Norte e Lunda- Sul. A explicação não passa apenas, porque a população da Província de Luanda é maior que aquelas que vivem nas quatro citadas Províncias, mas antes, porque é em Luanda onde está centralizado os maiores consumidores das receitas do Estado, a Presidência e a Vice-Presidência da República, o Executivo Central, os Tribunais e Serviços de Segurança e Ordem pública.

Contudo, as populações residentes nas Províncias que contribuem notoriamente com mais receitas para o OGE, mereciam ter mais apoio e infra estruturas, do que têm todos os anos e de uma forma geral, o interior de Angola, no tal Plano Nacional do Desenvolvimento para os próximos quatro anos, que é a “bandeira do desenvolvimento do país” por parte do Titular do Poder Executivo, não é contemplado com as dotações orçamentais necessárias para uma vida digna e equilibrada dos Angolanos.

 

Imposto Sobre A Produção

 

Imposto S/Produção Da Indústria Petrolífera            190.240.906.376,00          2,62%

Imposto S/Produção De Diamantes                               5.061.114.739,00          0,07%

 

 

RESUMO DA DESPESA POR LOCAL

 

Cabinda            52.081.433.586,00       0,72%

Zaire                 35.817.260.748,00       0,49%

Lunda Norte     37.786.831.608,00       0,52%

Lunda Sul         34.668.958.613,00       0,48%

 

Luanda            208.418.839.849,00       2,87%

 

 

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Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas

A mesa de honra constituída pelo ativista cívico Rafael Marques, a eurodeputada Dra. Ana Gomes, a Senhora Linda Moisés da Rosa e o regedor Capenda Camulemba ambos residentes nas Lundas, no evento organizado pela eurodeputada do Partido Socialista Português Dra. Ana Gomes, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do Parlamento Europeu.

A eurodeputada Dra. Ana Gomes e a Senhora Linda Moisés da Rosa, quando relatava com detalhes, a morte dos seus dois filhos, com as lágrimas a escorrerem pela face e em grande emoção, no evento organizado pela eurodeputada do Partido Socialista Português Dra. Ana Gomes, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do Parlamento Europeu.

http://www.youtube.com/watch?v=liFFz9xnEwA

http://www.youtube.com/watch?v=WNgtCoiY438

http://www.youtube.com/watch?v=zw7cS4lPGwI

http://www.youtube.com/watch?v=aI_2m9WWYqs

Senhora Linda Moisés da Rosa e o regedor Capenda Camulemba das Lundas, no evento organizado pela eurodeputada do Partido Socialista Português Dra. Ana Gomes, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do Parlamento Europeu.

A Dra. Ana Gomes eurodeputada do Partido Socialista Português no evento organizado por si, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do parlamento Europeu.

O ativista cívico e jornalista Rafael Marques, no evento organizado pela eurodeputada do Partido Socialista Português Dra. Ana Gomes, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do Parlamento Europeu.

Entrevista a Rafael Marques pelo Jornal das Nove – SIC Notícias:

http://www.youtube.com/watch?v=f8ElN-pBC2k

O Deputado da UNITA Alcides Sakala, no evento organizado pela eurodeputada do Partido Socialista Português Dra. Ana Gomes, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do Parlamento Europeu.

O escritor José Eduardo Agualusa, no evento organizado pela eurodeputada do Partido Socialista Português Dra. Ana Gomes, “Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas”, e realizado hoje em Lisboa no Gabinete do Parlamento Europeu.

LINK’S das notícias:

http://www.youtube.com/watch?v=s8b4LXlsl3M

http://www.esquerda.net/artigo/cidad%C3%A3os-angolanos-relatam-em-lisboa-viola%C3%A7%C3%A3o-de-direitos-humanos-nas-lundas/31274

http://www.noticiasaominuto.com/economia/171124/ana-gomes-diz-ter-sido-traida-pelo-mpla#.UvUiWvvTDOA

http://www.publico.pt/mundo/noticia/angolanos-denunciam-em-lisboa-abusos-de-direitos-humanos-nas-lundas-1622824

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=458671

http://www.portugues.rfi.fr/africa/20140207-relatos-de-violacoes-de-direitos-humanos-nas-lundas-chegam-portugal

http://www.tvi24.iol.pt/politica/ana-gomes-ana-gomes-angola-ana-gomes-mpla-mpla-angola-tvi24/1535644-4072.html

http://www.portugalnews.pt/portugal/ana-gomes-diz-ter-sido-trada-pelo-mpla/

Bloco Democrático diz que a concentração de capital explica “pobreza em Angola”

Leia na íntegra a matéria da Agência LUSA:

A concentração de capital nos círculos de poder em Luanda, abordada no livro “, hoje apresentado em Lisboa, explica “a pobreza em Angola”, considera um dirigente do partido Bloco Democrático.

Em declarações à Lusa, à margem da apresentação do livro “Os donos de Portugal”, Carlos Lopes disse que, se “os milhões de dólares” de investimento angolano em Portugal fossem investidos em Angola, seria possível “combater a pobreza que existe” no país.

“Esperemos que (…) os lucros, a haver lucros, sejam (…) investidos em Angola e não reinvestidos em Portugal”, sustentou o dirigente do Bloco Democrático, partido sem representação parlamentar em Luanda e que tem “boas relações” com o Bloco de Esquerda português, ao qual pertencem os três autores do livro “Os donos angolanos de Portugal”: Francisco Louçã, João Teixeira Lopes e Jorge Costa.

“As relações económicas andam de braço dado com as relações políticas, isso é inevitável em qualquer parte do mundo”, admitiu, sublinhando a importância de não haver “nenhum tabu” em tratar o tema e agradecendo aos autores “a coragem”.

Carlos Lopes está convencido de que o “mal estar” entre portugueses e angolanos “está ultrapassado” e que 2014 vai “clarificar” as relações entre os dois países.

O dirigente do Bloco Democrático reconheceu que causaram “algum mal-estar” as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, sobre processos judiciais que envolviam dirigentes angolanos, e o subsequente anúncio da suspensão da parceria estratégia entre Lisboa e Luanda, feito pelo próprio Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Porém, acredita, isso “não afetou (…) grandemente as relações económicas entre os dois povos”.

Perante uma plateia de portugueses, entre os quais vários dirigentes do Bloco, nomeadamente os dois atuais coordenadores, Catarina Martins e João Semedo, e de angolanos, o jornalista Nicolau Santos apresentou a obra e falou da “permissividade do sistema financeiro português”.

Com a crise, a elite nacional, sobretudo financeira e empresarial, “passou a estar de joelhos perante o capital angolano”, disse, realçando que hoje “é difícil encontrar” uma empresa portuguesa que não tenha negócios ou parcerias em Angola.

Nicolau Santos disse ainda que “os investimentos muito importantes” que Luanda está a fazer no setor da comunicação social em Portugal “pretendem amaciar a imagem” de Angola e “evitar notícias desagradáveis” ao poder em Luanda.

Sem esconder o “empenhamento” ideológico da obra, o sociólogo João Teixeira Lopes colocou a tónica no “debate público”, que os autores pretendem que seja feito “sem interditos, sem tabus, sem constrangimentos”.
Abordar o tema da “presença estratégica” de Angola em Portugal é “o mais importante debate democrático sobre o que é Portugal” hoje, justificou o economista Francisco Louçã.

Quando escreviam uma obra sobre a burguesia portuguesa que deverá ser publicada no verão, os autores consideraram que a ligação com Angola valia um livro separado.

Para além de “único”, o assunto “é muito ameaçador”, considerou Francisco Louçã, em entrevista à Lusa antes da apresentação do livro, sublinhando que a economia portuguesa tem, em relação a Angola, “uma dependência estratégica”.

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